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Conselho de Ética da Câmara do Rio de Janeiro ouve testemunhas de defesa do vereador Gabriel Monteiro

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Vereador responde a processo ético-disciplinar por quebra de decoro. As denúncias contra Gabriel envolvem acusações de estupro, assédio sexual e vídeos forjados para a internet -Foto: Raoni Alves

Os vereadores do Conselho de Ética da Câmara do Rio começaram, nesta terça-feira (14), às 13h45, mais um dia de oitivas do caso Gabriel Monteiro (PL), vereador que responde a um processo ético-disciplinar por quebra de decoro.

O ex-policial militar e youtuber é investigado por estupro, assédio e por forjar vídeos na internet.

O primeiro depoente a falar no conselho é Rafael Murmura Angelo, assessor de marketing do vereador.

Ele chegou à Câmara de Vereadores por volta de 13h. Antes de depois, Rafael, que trabalha para o vereador vendendo ações de propaganda, disse que recusou proposta de R$ 500 mil para forjar provas contra Gabriel Monteiro.

Ele afirmou não saber quem foi a pessoa que ofereceu o dinheiro, mas afirmou que o ex-assessor do parlamentar Vinicius Hayden Witeze, morto em um acidente de trânsito, ficaria com R$ 100 mil por intermediar a negociação.

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“Seria R$ 600 mil, na verdade o Vinicius (assessor que morreu) iria embolsar R$ 100 mil. Ele iria me dar R$ 500 mil para forjar provas contra o vereador. Como eu sou uma pessoa de alta confiança dele, que cuida do marketing dele, eu poderia forjar provas contra ele e eu não acho isso correto”, disse Murmura.

Sobre o depoimento que ele vai dar aos membros do conselho de ética, Rafael disse que poderá mostrar que o vereador Gabriel Monteiro não abusou de uma menor de idade em um salão de beleza durante a gravação de um vídeo para o canal do parlamentar.

“Eu acho que eu posso contribuir também com a questão do salão, que tem um vídeo que parece que ele toca os seios de uma menor de idade, eu estava lá, inclusive fui eu que consegui o salão para o ato caridoso. E eu tenho filmado aqui coisas que dizem o contrário. No dia da gravação não teve isso. Eu tenho uma filha de 3 anos e jamais eu deixaria uma pessoa com uma índole dessa, de encostar numa criança na frente de todo mundo, pegar minha filha no colo igual ele faz aqui (mostrando uma foto).”, comentou Rafael.

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“Não tenho vínculo nenhum com a Câmara, não sou assessor parlamentar. Eu trabalho com ele e tenho um escritório que faz assessoria dele e de outros artistas”, completou.

Em seguida, os membros do conselho vão ouvir o ex-policial militar Miqueias Arcenio, que também integrava a equipe de Gabriel Monteiro na Câmara.

As audiências são restritas aos vereadores do conselho e advogados de defesa. Não é permitida a entrada de Gabriel Monteiro para que não haja constrangimentos dos depoentes. Raoni Alves, G1 Rio

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Ministério Público no Rio de Janeiro denuncia deputado Rodrigo Amorim por crime de violência política de gênero

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De acordo com a denúncia, deputado teria assediado, constrangido e humilhado a vereadora Benny Briolly durante um discurso no dia 17 de maio – Foto: Divulgação / Alerj

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Rio de Janeiro, órgão do Ministério Público (MP) Eleitoral/RJ, denunciou o deputado estadual Rodrigo Amorim (PTB-RJ) por violência política de gênero.

De acordo com a denúncia, no dia 17 de maio o deputado teria assediado, constrangido e humilhado Benny Briolly, vereadora do PSOL em Niterói, durante um discurso.

Para a Procuradoria, o crime eleitoral teria como meta impedir e dificultar o desempenho do mandato da vereadora.

Na denúncia, oferecida na noite de sexta-feira (1°), os procuradores regionais Neide Cardoso de Oliveira e José Augusto Vagos citaram que o discurso teve transmissão ao vivo pela TV Alerj, e retransmissão em diversas mídias, em especial na internet, alcançando grande repercussão, e que vitimizou diretamente uma funcionária pública no exercício das suas funções.

No Código Eleitoral, o crime imputado a Amorim tem penas previstas entre 1 e 4 anos de prisão e multa. Esse tipo de condenação por decisões dos TREs pode levar a inelegibilidade por oito anos.

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“Admitindo-se que o Deputado ou qualquer parlamentar possa assediar, constranger, humilhar e subjugar outra parlamentar mulher e impedi-la de exercer seu mandato, agredindo-a de forma aviltante, invalida-se a norma penal e o crime de violência política de gênero”, destacam os procuradores.

Na avaliação da PRE/RJ, a divulgação das ofensas e humilhações causaram grave dano político à vítima em relação a sua imagem diante do seu eleitorado e demais eleitores.

Em nota, a assessoria do deputado informou que só vai se pronunciar após ser notificado oficialmente da decisão. Do G1 Rio

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