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Vídeo mostra iPhone servindo de chave para quarto e elevador de hotel

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IPhone 13; iPhone 13 Mini; iPhone 13 Pro; iPhone 13 Pro Max – Foto: Divulgação

Tecnologia IG – O iPhone e o Apple Watch estão abrindo portas (literalmente) nos últimos tempos. Primeiro, a dupla tornou-se uma chave digital para carros. Agora, o celular e o relógio da Apple também podem ser usados para garantir o acesso ao quarto e elevador de hotéis. É o que mostra um vídeo publicado no YouTube nesta semana.

A apresentação da tecnologia da Apple está disponível no canal de jornalista Rich DeMuro. No vídeo, ele demonstra a chave digital do iPhone em funcionamento na rede de hotéis Hyatt. Recentemente, a companhia adotou a solução nos Estados Unidos, incluindo o Hyatt Regency Long Beach, na Califórnia, onde tudo foi filmado.

A ferramenta tem um funcionamento similar ao Apple Pay. Com o auxílio do aplicativo da rede, DeMuro adicionou uma chave digital no app Carteira (Wallet) do seu iPhone. Depois, ele só precisou aproximar o celular de um validador localizado na porta do seu quarto e dentro do elevador para ter acesso às dependências do hotel.

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A Apple dá mais detalhes sobre o recurso em uma página de suporte. Segundo a empresa, a função pode ser usada pelo iPhone e pelo Apple Watch com as versões mais recentes do iOS e watchOS, respectivamente. Além disso, os dispositivos não precisam estar conectados a uma rede móvel ou Wi-Fi para que a chave seja utilizada.

Chave digital está disponível para iPhone e Apple Watch

O uso se dá de duas maneiras. Se o Modo Expresso estiver habilitado, é só aproximar a parte superior do celular ou a tela do relógio no validador para fazer a liberação. Do outro modo, é similar ao Apple Pay: basta apertar duas vezes o botão lateral do relógio ou celular para acionar a Carteira, por exemplo, e encostar o gadget na porta. Nos dois casos, o aplicativo informa quando a operação for concluída.

“Dependendo do modelo do iPhone, você pode abrir o quarto quando o iPhone ficar sem bateria”, afirmaram. Confira os modelos compatíveis com a Reserva de Energia do Modo Expresso:

  • iPhone XR, XS e XS Max;
  • iPhone 11, 11 Pro e 11 Pro Max;
  • iPhone 12, 12 Mini, 12 Pro e 12 Pro Max;
  • iPhone 13, 13 Mini, 13 Pro e 13 Pro Max;
  • iPhone SE de 2ª geração (2020).
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Vale lembrar que não é qualquer hotel que possui o recurso. Para usá-lo, a rede precisa oferecer o suporte à chave digital pelo iPhone e Apple Watch. Além disso, no caso do Hyatt, após o checkout, as credenciais que conferem o acesso ao quarto e ao elevador são desabilitadas remotamente no celular e relógio dos hóspedes.

A Apple também oferece solução similar para carros. Caso o usuário tenha um veículo compatível, é possível usar o iPhone XS ou superior, incluindo o iPhone SE (2020), e um Apple Watch Series 5 ou mais recente, para destravar as portas do automóvel. Em 2020, a BMW também anunciou que seus veículos seriam compatíveis com a solução.

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Cientistas criam cérebro de gamer em laboratório: Conectar um cérebro a um computador

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Ligar um cérebro a um computador é complicado, então que tal construir um mini-cérebro biológico em um chip? Foto: reprodução

Tecnologia IG – Conectar um cérebro com um computador a princípio não é complicado. Você está fazendo isso neste exato momento. O que complica é a conexão direta, que fora experimentos muito específicos, ainda é exclusiva da ficção científica, mas um grupo resolveu apostar em uma abordagem diferente.

Na ficção, existem várias formas de criar uma interface entre cérebros e computadores. Em Robocop, por exemplo, um cérebro inteiro é transferido, criando um ciborgue, um corpo robótico comandado por um cérebro biológico.

Essa, de longe, é a forma mais complicada. Não só temos que criar interfaces para todos os sentidos e sistemas motores, como temos que criar um corpo artificial capaz de manter um cérebro funcionando e alimentado. No final, não há nada que justifique esse tipo de intervenção, faz mais sentido usar um capacete de realidade virtual e comandar um drone remotamente.

Outros métodos envolvem interfaces mais simples, e estamos avançando. Já temos cegos com implantes capazes de identificar quase 100 pixels, em um caso uma paciente cega foi capaz de diferenciar letras, incluindo maiúsculas e minúsculas.

Implantes cocleares para surdos são algo tão corriqueiro que tornam a Mulher Biônica obsoleta, muitas próteses usam sinais neurais enviados para os músculos remanescentes e os traduzem em movimentos das partes mecânicas.

Veja o Vídeo: 

Outra técnica consiste em implantar sensores diretamente no cérebro de pacientes, estudar os sinais e usando Inteligência Artificial e a boa e velha força bruta, extrair sentido deles, o suficiente para mover um cursor e uma tela.

A Neuralink, empresa de Elon Musk que pesquisa esse tipo de implante, conseguiu ensinar macacos a jogar Pong, usando apenas seus implantes cerebrais, mas há uma área mais fascinante ainda, que descarta o cérebro como um todo e trabalha com partes.

Existem toneladas de considerações éticas e filosóficas de usar um cérebro inteiro para auxiliar em trabalhos computacionais, ou patrulhar Delta City. Claro, podemos usar cérebros de formigas ou algo assim, mas se quisermos versatilidade, no mínimo precisamos de um macaquinho, e os comitês de Ética não gostam da idéia.
Então, que tal quebrar o problema computacional em partes mais manejáveis? Digamos que você precisa de um algoritmo de detecção de movimento. Pode pegar a parte do cérebro de uma águia responsável por isso, e inserir no seu sistema.

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Como fazer isso, ainda é um mistério, mas estamos aprendendo a criar esse tipo de interface, máquina-cérebro, e o exemplo mais recente foi obra de Brett J. Kagan e vários outros cientistas de sua equipe do Cortical Labs, uma startup que pesquisa interfaces máquina-cérebro.

No papel de título In vitro neurons learn and exhibit sentience when embodied in a simulated game-world (cuidado, PDF), eles descrevem como conseguiram interfacear um mini-cérebro, que chamam de DishBrain, com um conjunto de sensores.

Veja o Vídeo: 

O tal cérebro é uma cultura de neurônios de duas fontes principais: fetos de ratos, e células-tronco humanas. Cada um é composto de poucas centenas de milhares de neurônios, sendo posicionados em uma solução de nutrientes, em cima de uma base de sensores de silício.

Os cientistas partiram do princípio que esse tipo de cérebro apresenta capacidade de auto-organização, e com o tempo os neurônios cresceram e criaram conexões complexas entre si. Também foi usada a premissa de que neurônios conectados gostam de receber estímulos, então os eletrodos foram usados para introduzir sinais externos ao cérebro miniatura.

A placa de Silício usando tecnologia CMOS tem 26 mil eletrodos de platina, ela consegue gravar sinais de até 1024 eletrodos simultâneos, a uma freqüência de 40KHz, e envia sinais para 32 ao mesmo tempo.

Essa capacidade de ler sinais e enviar feedback ao cérebro é essencial para a parte do projeto onde sinais específicos são apresentados, e a resposta do cérebro tem resultados positivos ou negativos. Mais ou menos assim: se o cérebro no chip reagiu da forma desejada, ele recebe um estímulo, do contrário, nada.

Com essa estrutura básica, os cientistas codificaram um jogo de PONG, no qual o cérebro receberia os inputs da raquete, bem como sinais de posição e velocidade da bola. Com o tempo, o cérebro aprendeu que movimentar a raquete e interceptar a bola gerava feedback positivo.

O tempo de aprendizado foi em média de 15 minutos. Os cérebros feitos de neurônios humanos formaram conexões mais complexas e aprenderam bem mais rápido que os que usavam células de ratos.

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Comparando com inteligência artificial em software, computadores (ainda) são mais eficazes e jogam Pong com mais eficiência, mas os cérebros biológicos em chips aprenderam as regras do jogo mais rápido que os algoritmos em software.

Veja o Vídeo: 

É um belo exemplo de caixa-preta, nós não sabemos como os neurônios se interconectam, não sabemos os detalhes mais básicos de como aprendem, mas conseguimos usá-los para algo tecnicamente complexo, ao menos no que dá pra chamar um cérebro de gamer de complexo.

Esse tipo de pesquisa ainda é bem preliminar, mas é inevitável que tarefas mais complexas sejam testadas. Talvez já estejamos quase no ponto de emular uma pesquisa da Segunda Guerra Mundial, quando cientistas tentaram colocar pombos em bombas, e treiná-los para manter a bomba planando na trajetória correta até atingir um navio inimigo.

O Projeto Pombo foi cancelado em 1944, revivido depois da Guerra e a Marinha dos EUA insistiu e investiu até 1953, quando percebeu que era uma coisa idiota.

Já uma bolota de gosma num jarro de solução nutriente, cujo único objetivo na vida seja identificar um navio inimigo e manter a trajetória até atingi-lo, isso faz muito mais sentido, ainda mais se pensarmos que essa bolota será imune a interferências externas, nem precisará de lasers ou GPS.

A mídia está dizendo que os tais cérebros são sencientes, pois reagem a estímulos do meio-ambiente, mas isso é bobagem. Não há como insinuar que há qualquer inteligência real ali, não há complexidade suficiente. A grande questão ética será decidir qual a massa crítica de neurônios para o surgimento da consciência, para que o cérebro perceba a própria existência, mas sendo realistas, ainda estamos décadas antes disso ser um problema.

Quando um cérebro em chip for capaz de um “penso, logo existo”, ele já vai estar jogando Crysis, que como todos sabemos está bem longe do Pong.

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