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Câmara de Curitiba confirma cassação de Renato Freitas por protestar contra racismo. Defesa deve ir à Justiça

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Foram 25 votos a favor da cassação e cinco contrários. Oposição vê racismo. Arquidiocese de Curitiba defendeu o parlamentar Foto: Reprodução / Twitter

Rede Brasil Atual – Com 25 votos favoráveis, cinco contrários e duas abstenções, a Câmara de Curitiba confirmou nesta quarta-feira (22) a cassação do vereador Renato Freitas (PT), que estava em seu primeiro mandato. Eram necessários 20 votos, maioria absoluta da Casa, que tem 38 vereadores. A sessão foi rápida, com protestos contra a decisão, que ainda poderá ser questionada na Justiça. Ele também perdeu os direitos políticos por oito anos.

“Todos os integrantes que se declaram negros votaram contra a cassação e isso significa alguma coisa. Temos aliados na luta antirracista, mas a maioria dos vereadores que é branca votou a favor da cassação”, lamentou a vereadora Carol Dartora (PT). Ela identificou na decisão “um golpe contra a democracia, contra a pluralidade e contra o povo preto”.

Com a perda do mandato, quem deverá assumir é a primeira suplente do PT, Ana Júlia, de 21 anos. Ela tornou-se conhecida em 2016, ao participar das ocupações de escolas secundárias na capital paranaense.

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A votação do projeto que cassava Renato estava suspensa por uma liminar judicial, derrubada na última segunda-feira (20) pela Câmara. Com isso, o presidente da Casa, Tico Kuzma (Pros), marcou as sessões de votação, em duas rodadas. O pretexto para a medida foi um ato na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em fevereiro. No mês seguinte, a própria Arquidiocese de Curitiba encaminhou documento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Legislativo municipal, pedindo que o mandato não fosse cassado. O documento foi lido hoje pela vereadora Professora Josete (PT), 2ª secretária da Câmara.

Com 5.097 votos recebidos em 2020, Renato Freitas foi o 16º candidato a vereador mais votado em Curitiba. Professor universitário e advogado popular, ele já havia disputado uma vaga na Câmara e outra na Assembleia Legislativa do Paraná, em 2018, quando teve mais de 15 mil votos.

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Ciro Gomes amarga mais uma traição, e como dói: O palanque dele no Rio de Janeiro era de vidro e se quebrou

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Washington Quaquá, Ana de Holanda, irmã do cantor Chico Buarque, que apoia a candidatura de Marcelo Freixo ao governo. Reprodução / Twitter

Ricardo Noblat / Metrópoles – Era uma vez o palanque que Ciro Gomes (PDT) tinha no Rio de Janeiro para chamar de seu. Ele o perdeu, ontem à noite, quando Rodrigo Neves, ex-prefeito de Niterói e candidato do PDT ao governo, firmou com uma ala de petistas uma aliança informal de apoio à candidatura de Lula a presidente.

Mais de 3 mil pessoas lotaram o auditório da ABI no centro do Rio para celebrar a aliança. Compareceram, por exemplo, Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT e a ex-ministra da Cultura do governo Dilma, Ana de Holanda, irmã do cantor Chico Buarque, que apoia a candidatura de Marcelo Freixo (PSB) ao governo.

Durante o evento foi lançado manifesto de apoio à chapa Lula presidente e Rodrigo governador. Ciro não foi consultado a respeito. Quaquá disse que o mais importante é isolar Bolsonaro no Rio:

“Ciro teve 19% das eleições passadas no Rio e hoje tem 8%. Para derrotar Bolsonaro precisamos conversar com o eleitor de Ciro. A frente democrática tem que ser feita no primeiro turno”.

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O apoio a Rodrigo atrai nomes do PSB que não acreditam nas chances de Freixo derrotar o governador Cláudio de Castro (PL), candidato à reeleição. Rodrigo quer ter Lula no seu palanque, mesmo que ele siga apoiando Freixo. E não descarta abrir o palanque para Ciro, se ele insistir em manter sua candidatura.

Lula é esperado no Rio nesta quinta-feira para um ato público de apoio a Freixo. Dirá que seu candidato ao Senado é o deputado estadual André Siciliano (PT), que está mais próximo de Castro do que de Freixo. Castro é apoiado por Bolsonaro, mas não faz alarde disso para não perder votos. Uma zorra.

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