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“Bolsonaro não vai aceitar o resultado das eleições e a realidade é que o Brasil tem tradição golpista”, diz Eduardo Guimarães

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Jornalista avaliou que Jair Bolsonaro não tem opção a não ser dar um golpe – Foto: Pedro Ladeira / Folhapress

Brasil 247 – O jornalista Eduardo Guimarães, em entrevista à TV 247, avaliou que Jair Bolsonaro se encurralou, podendo ser preso após sair da presidência, mas que isto o torna mais perigoso. Hoje, a principal possibilidade é de que o chefe de governo não aceite o resultado das eleições de outubro.

“Bolsonaro não vai aceitar de maneira nenhuma o resultado das eleições se Lula for o ganhador. É perigoso esperar acontecer para depois correr atrás. O Brasil tem uma tradição golpista, a grande maioria dos presidentes da República não terminaram o mandato. O Bolsonaro não tem opção, porque, fora do poder, não fica seis meses fora da cadeia”, disse. 

Ele ainda comentou o encontro entre o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux.

“Os militares estão emitindo sinais muito preocupantes. Veja a nota abaixo do ministro da Defesa após o encontro com o Fux foi completamente fora de propósito, porque após o encontro, a Defesa cita permanente prontidão para cumprir a Constituição. Que diabo é isso?”, disse.

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Veja o Vídeo:

Ministro da Defesa diz a Fux que Forças Armadas “estão comprometidas com a democracia”

Após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, o ministro da Defesa, o general Paulo Sérgio Nogueira, afirmou que as Forças Armadas estão “comprometidas com a democracia”, segundo nota institucional divulgada pelo Supremo.

“Durante o encontro, o Ministro da Defesa afirmou que as Forças Armadas estão comprometidas com a democracia brasileira e que os militares atuarão, no âmbito de suas competências, para que o processo eleitoral transcorra normalmente e sem incidentes”, diz a nota do Supremo.

Antes de se reunir com Fux, o ministro e general do Exército se reuniu com Jair Bolsonaro (PL) duas vezes. Primeiro, na reunião do Alto-Comando do Exército e depois em um encontro com os comandantes das três Forças no Ministério da Defesa.

Já Fux, nesta terça, também se reuniu com o presidente do Senado, o senador Rodrigo Pacheco (PSD).

A reunião com o general estava marcada, inicialmente, para quarta-feira, 4, mas foi adiantada. O general se reuniu com Fux após uma semana de tensão na Praça dos Três Poderes, motivadas pelo indulto concedido por Bolsonaro ao deputado federal Daniel Silveira (PTB), medida considerada uma afronta ao Supremo, e a declaração do ministro Luís Roberto Barroso de que as Forças Armadas estão sendo “orientadas a atacar e desacreditar o processo eleitoral”.

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“Foi só comida e conversa fiada”: Executivos de empresas criticaram encontro com Elon Musk em São Paulo

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Executivos reclamaram da falta de efeitos práticos dos anúncios – Foto: Reprodução

Executivos de empresas criticaram o encontro com o bilionário Elon Musk nessa sexta-feira (20) durante evento do Ministério das Comunicações no interior de São Paulo. Empresários reclamaram da falta de efeitos práticos dos anúncios e classificaram o encontro de “conversa fiada”.

Embora o evento para falar de satélite ou tema conectividade da Amazônia , só Musk teve espaço, o que incomodou parte dos CEOs. Segundo o jornal O Globo, um executivo chamou o encontro com Elon Musk de “um grande evento de publicidade”. Outro deles classificou o convescote como “uma ideia de jerico”. O almoço teria sido mais elogiado pelo menu do que pelo teor das conversas: “foi só comida e conversa fiada”, definiu um dos presentes, segundo o jornal. Um dos presentes decidiu ir embora e resumiu sua participação: “vim ver e ser visto por uma questão de cortesia com o Ministério das Comunicações”

A presença do BTG chamou a atenção, com a presença de alunos da Inteli, apoiado pelo banco. Musk almoçou entre Bolsonaro e o banqueiro André Esteves. Os fundos do BTG compram metade da empresa de fibra ótica da Oi, a InfraCo.

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A empresa de satélite bilionário tem autorização para operar no Brasil e pretende oferecer internet em áreas rurais a partir de meados deste ano nas regiões Sul e Sudeste.

O programa que o bilionário Elon Musk veio oferecer ao governo de Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (20) para conectar escolas rurais à internet já existe desde 2018. 

Segundo a jornalista Malu Gaspar, do Globo, o programa foi executado por meio de um acordo da Telebras com a empresa Viasat Telecomunicações, do igualmente bilionário Mark Dankberg e o maior concorrente de Musk nos Estados Unidos. 

Pelo acordo firmado, a Viasat utiliza 58% da capacidade do satélite SGDC-1 e a Telebras, 42%. O governo pagou R$ 700 milhões para a instalação dos equipamentos e colocá-los em operação.

Chamado inicialmente de Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) e rebatizado por Jair Bolsonaro de de Wi-Fi Brasil, ele usa um satélite que custou R$ 3 bilhões ao governo brasileiro para conectar 10 mil escolas das regiões Norte e Nordeste à internet.

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