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Usuários da Cracolândia se dividem em grupos e buscam novos pontos para se fixar, como a Praça Marechal Deodoro

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Movimentação na Praça Princesa Isabel, no Centro, um dia após a operação que retirou a Cracolândia do local – Foto: Wagner Vilas / Agência O Dia / Estadão Conteúdo

O dia seguinte à operação que envolveu 650 oficiais e retirou os dependentes químicos da Cracolândia da Praça Princesa Isabel, na madrugada de quarta-feira (11), foi marcado por deslocamentos e busca por novos pontos para se fixar nas ruas do Centro, principalmente próximo à Praça Marechal Deodoro.

Divididos em grupos, antigos moradores da Praça Princesa Isabel estão circulando pelos seguintes pontos: Rua Helvétia, Alameda Barão de Piracicaba, Alameda Glete, Rua Mauá, Rua Barão de Limeira, Rua Barão de Campinas e Rua Conselheiro Nébias.

A movimentação dos usuários levou medo aos comerciantes da região, e alguns trabalharam com portas entreabertas nesta quinta (12). Viaturas da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana circulavam pela região, assim como agentes de saúde.

Esta foi a segunda mudança de endereço da Cracolândia em pouco mais de um mês.

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Segundo um morador da região, na noite de quarta, um grupo de cerca de 60 pessoas chegou a tentar invadir o Sacolão Campos Elíseos, na Alameda Eduardo Prado. Os comerciantes fecharam as portas, a polícia chegou, ainda segundo o morador, e, como o grupo não conseguiu entrar no mercado, seguiu subindo a rua em direção à estação Marechal Deodoro do Metrô.

De acordo com o segurança do sacolão, alguns dependentes químicos jogaram pedras nos vidros, e um deles ficou trincado. Ninguém ficou ferido, não houve furtos nem danos aos clientes. Segundo ele, o grupo estava dando voltas no quarteirão por volta das 19h40.

A ação, que envolveu 650 oficiais das polícias Civil e Militar e da Guarda Civil Metropolitana, além de funcionários da prefeitura, resultou em cinco presos (dois eram procurados e três foram detidos em flagrante), além de apreensão de documentos (como RGs e CPFs) e drogas (quantidade não divulgada até a última atualização desta reportagem), segundo a polícia.

O objetivo era prender 36 pessoas, a maioria traficantes. Um dos presos foi Lucas Felipe Macedo Marques, que, segundo a polícia, mantinha uma banca de drogas no local. Os policiais apreenderam drogas, dinheiro e cadernos com anotações dos traficantes. Veja mais no G1 São Paulo

Ao menos 20 pessoas foram presas durante operação na Cracolândia — Foto: Willian Moreira / Futura Press / Estadão Conteúdo

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Polícia Federal apreende R$ 930 mil em operação que apura indício de atuação de juízes em esquema de corrupção

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Polícia Federal apreende R$ 930 mil em dinheiro em operação que apura participação de juízes em esquema de corrupção – Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal apreendeu R$ 930 mil em espécie em um escritório de advocacia em São Paulo durante uma operação que combate um esquema de corrupção bilionário, com indícios de participação de advogados, servidores públicos e dois juízes federais. Conforme a Polícia Federal, decisões da Justiça Federal no Ceará beneficiaram “grandes devedores” da União, gerando um prejuízo bilionário entre 2012 e 2016. As informações é do G1 São Paulo

O dinheiro tem “suspeita de origem ilícita”; a Polícia Federal afirma que foi providenciado depósito bancário para que o valor fique à disposição do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife.

De acordo com o titular da Delegacia Regional de Combate à Corrupção, Alan Robson, o diretor do escritório suspeito de envolvimento no esquema era ex-diretor da Justiça Federal e tinha “grande influência” entre juízes.

“Ele era ex-diretor da Justiça Federal. Saiu da Justiça Federal e e foi implantado no escritório de advocacia que tinha uma movimentação atípica. E ele tinha forte influência na Justiça”, afirmou.

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Noventa policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Recife (PE), Dourado (MS), Brasília e em Fortaleza; a capital cearense é cidade onde houve a origem do esquema de corrupção, segundo a PF. Dois juízes federais são suspeitos de envolvimento no crime.

Ainda conforme a Polícia Federal, houve condução ilícita nos processos fiscais de “grandes devedores da União” entre os anos de 2012 e 2016. Empresários devedores atuaram com advogados e juízes e “resultaram em prejuízo bilionário aos cofres da União”.

As investigações foram iniciadas em 2019; desde então, a Polícia Federal encontrou indícios das seguintes irregularidades:

vínculos suspeitos entre magistrados e advogados;

fluxo financeiro suspeito;

falsificação de documentos com simulação de intimações da União, com prejuízo à Fazenda Nacional em benefício de empresários.

Corrupção e lavagem de dinheiro

Caso a operação aponte indícios e provas, os participantes do esquema de corrupção devem responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em caso de condenação, as penas podem chegar a 42 anos de prisão.

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A Polícia Federal informa que as investigações continuam, com análise do material apreendido.

Operação Skiagraphia

A operação realizada nesta sexta foi batizada de “Skiagraphia”. Conforme a corporação policial, o nome da operação remete à técnica de pintura “shadow painting”, em que se busca dar a ilusão de profundidade pelo contraste entre sombra e luz.

“Com isso, os investigados simulavam estar à luz do caminho público, mas na verdade se encontravam às sombras da lei.” 

Noventa policiais federais cumprem mandado de busca e apreensão em operação que investiga esquema de corrupção com indícios de participação de juízes e advogados – Foto: PF/Divulgação

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