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Policial Militar que atingiu vereadora Liana Cirne Lins com spray de pimenta é punido com 21 dias de prisão

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O soldado Lucas França da Silva atingiu o rosto da vereadora do Recife Liana Cirne com spray de pimenta durante um protesto – Foto Reprodução

Uma portaria publicada nesta quarta-feira (11), no boletim interno da Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco, determinou que o soldado Lucas França da Silva seja punido com 21 dias de detenção. O militar atingiu o rosto da vereadora do Recife Liana Cirne Lins (PT) com spray de pimenta durante uma tentativa de negociação com policiais do Batalhão de Radiopatrulha, em 29 de maio do ano passado, quando houve um protesto contra o governo Jair Bolsonaro, na área central do Recife (PE). No dia do protesto a vereadora caiu no chão. A viatura foi embora do local, sem prestar socorro.

De acordo com texto assinado pelo secretário de Defesa Social, Humberto Freire, “chegou-se ao entendimento, de que o grau de reprovabilidade da conduta do Aconselhado, não teve força, nem repercussão suficiente para violar os preceitos da ética e os valores militares a ponto de justificar a sua exclusão a bem da disciplina”. A informação foi publicada pelo Jornal do Commercio.

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Em abril deste ano, a Polícia Civil de Pernambuco afirmou ter indiciado criminalmente o policial militar do Batalhão de Choque que atirou no adesivador Daniel Campelo da Silva, de 51 anos. A vítima andava pela Ponte Duarte Coelho, quando foi atingida no olho esquerdo e perdeu a visão. 

De acordo com a Polícia Civil, o militar foi indiciado pelos crimes de lesão corporal gravíssima e por omissão de socorro.

A pena pode chegar a oito anos de prisão. A pena para o crime de omissão de socorro é de um a seis meses de detenção, que pode ser convertida em multa arbitrada pela Justiça.

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Polícia Federal apreende R$ 930 mil em operação que apura indício de atuação de juízes em esquema de corrupção

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Polícia Federal apreende R$ 930 mil em dinheiro em operação que apura participação de juízes em esquema de corrupção – Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal apreendeu R$ 930 mil em espécie em um escritório de advocacia em São Paulo durante uma operação que combate um esquema de corrupção bilionário, com indícios de participação de advogados, servidores públicos e dois juízes federais. Conforme a Polícia Federal, decisões da Justiça Federal no Ceará beneficiaram “grandes devedores” da União, gerando um prejuízo bilionário entre 2012 e 2016. As informações é do G1 São Paulo

O dinheiro tem “suspeita de origem ilícita”; a Polícia Federal afirma que foi providenciado depósito bancário para que o valor fique à disposição do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife.

De acordo com o titular da Delegacia Regional de Combate à Corrupção, Alan Robson, o diretor do escritório suspeito de envolvimento no esquema era ex-diretor da Justiça Federal e tinha “grande influência” entre juízes.

“Ele era ex-diretor da Justiça Federal. Saiu da Justiça Federal e e foi implantado no escritório de advocacia que tinha uma movimentação atípica. E ele tinha forte influência na Justiça”, afirmou.

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Noventa policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Recife (PE), Dourado (MS), Brasília e em Fortaleza; a capital cearense é cidade onde houve a origem do esquema de corrupção, segundo a PF. Dois juízes federais são suspeitos de envolvimento no crime.

Ainda conforme a Polícia Federal, houve condução ilícita nos processos fiscais de “grandes devedores da União” entre os anos de 2012 e 2016. Empresários devedores atuaram com advogados e juízes e “resultaram em prejuízo bilionário aos cofres da União”.

As investigações foram iniciadas em 2019; desde então, a Polícia Federal encontrou indícios das seguintes irregularidades:

vínculos suspeitos entre magistrados e advogados;

fluxo financeiro suspeito;

falsificação de documentos com simulação de intimações da União, com prejuízo à Fazenda Nacional em benefício de empresários.

Corrupção e lavagem de dinheiro

Caso a operação aponte indícios e provas, os participantes do esquema de corrupção devem responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em caso de condenação, as penas podem chegar a 42 anos de prisão.

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A Polícia Federal informa que as investigações continuam, com análise do material apreendido.

Operação Skiagraphia

A operação realizada nesta sexta foi batizada de “Skiagraphia”. Conforme a corporação policial, o nome da operação remete à técnica de pintura “shadow painting”, em que se busca dar a ilusão de profundidade pelo contraste entre sombra e luz.

“Com isso, os investigados simulavam estar à luz do caminho público, mas na verdade se encontravam às sombras da lei.” 

Noventa policiais federais cumprem mandado de busca e apreensão em operação que investiga esquema de corrupção com indícios de participação de juízes e advogados – Foto: PF/Divulgação

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