Polícia

Morto em operação, filho de consideração de Beira-Mar tinha 48 anotações criminais e foi acusado de matar agente da PRF

Publicados

Polícia

Lindomar Gregório de Lucena, o ‘Babuíno’ – Foto: Reprodução

A polícia tem registros que demonstram a proximidade de Lindomar com Beira-Mar desde 2004. Ainda segundo o relatório, irmãos dele também teriam envolvimento com o crime. Um deles, Cristiano Gregório de Lucena, o “Zé Galinha”, foi preso na operação no Parque das Missões.

O documento também aponta que uma irmã de Lindomar, Lucimar Gregório Lucena, também em 2004, foi presa por policiais federais na rodovia Presidente Dutra, na altura de Volta Redonda, com quase meio milhão de dólares. Para a polícia, o dinheiro seria usado na compra cocaína na Bolívia.

Agente da PRF assassinado

No Portal dos Procurados, onde havia um cartaz oferecendo R$ 1 mil por informações sobre Lindomar, consta o histórico do criminoso, identificado como um dos bandidos que matou o policial rodoviário federal Márzio Deon Resende, de 56 anos, em 2016. Na época, Márzio reforçava o policiamento em estradas do Rio, durante os Jogos Olímpicos. O agente federal chegou a ficar internado, mas não resitiu aos tiros dos quais foi alvo e morreu em janeiro de 2017.

Consta no portal que Lindomar e outros dois comparsas participaram de uma frustrada tentativa de assalto. O agente foi atingido com quatro tiros depois de ter o carro fechado por criminosos em outros dois veículos. O crime aconteceu na altura do Trevo das Missões, na Zona Norte. Mesmo sem reagir, Márzio foi morto.

Lista de presos na operação:

  • Marcos Paulo Gonçalves da Silva – 33 anos
  • Vitória Silva Machado – 21 anos
  • Vitor Gomes Belo – 25 anos
  • Carlos Alberto Marcos Soares Júnior – 31 anos
  • Luiz Paulo Santos Oliveira – 34 anos
  • Cristiano Gregório de Lucena – 33 anos
  • Alexandre Anastácio da Silva – 29 anos
Leia Também:  Assassinada brutalmente pelo próprio filho: idosa morta pelo filho vivia rotina de agressões e xingamentos

Local estratégico

O Parque das Missões é uma das favelas que formam o chamado “complexo Beira-Mar”. Além de ficar próximo ao Rio Meriti, que deságua na Baía de Guanabara, a polícia aponta que a favela também está num local estratégico, no entroncamento das principais rodovias do RJ. Fica, por exemplo, junto da Rodovia Washington Luiz e da Linha Vermelha, via expressa da cidade.

A polícia avalia que a localização “privilegiada” da favela faz com que ela seja “um grande entreposto da facção criminosa Comando Vermelho”. A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que já apurava o movimento do tráfico na comunidade, descobriu que armas e drogas também eram escoados pela Baía de Guanabara, que fica às margens da favela.

Reduto de Beira-Mar

O nome complexo Beira-Mar é uma referência ao traficante Fernandinho Beira-Mar, que está preso. No local, a polícia apontou que criminosos fazem várias as homenagens ao bandido, com postagens em redes sociais, homenagens e pichações com as letras “FBM” (Fernandinho Beira-Mar). Por isso e outros detalhes da investigação, o local é considerado reduto do traficante.

Ao monitorar o tráfico do local, os policiais conseguiram descobrir onde drogas eram estocadas e também identificaram que os criminosos usam um armamento pesado. São armas de grosso calibres: fuzis, granadas, pistolas e outras armas que, de acordo com a polícia, são usadas para disputas com bandidos de outras organizações criminosas rivais e com as forças de segurança pública.

Roubos de cargas e de veículos

Mais informações da apuração indicam que criminosos da favela também atuam em roubos de cargas e de veículos. A polícia alega terem sido várias as vítimas dos crimes em locais próximos à comunidade. Com o dinheiro dos roubos, os bandidos financiam o tráfico.

Leia Também:  Ação policial no Complexo do Chapadão no Rio de Janeiro deixa seis suspeitos mortos e prende outros quatro

Os investigadores também identificaram que festas semanais acontecem na favela, como bailes funk clandestinos. O mais conhecido deles é chamado de baile da Polônia, dentro do Parque das Missões.

Mais recentemente, a polícia descobriu que criminosos do Comando Vermelho estariam aproveitando a localização da favela para planejar ataques a outras facções. O objetivo dos bandidos era investir contra rivais em Cordovil, Parada de Lucas, Cidade Alta, Quitungo e Guaporé.

Apreensão de armas durante operação em favela de Caxias – Foto: Divulgação

Fonte: G1 Rio

E Veja Também no 3 de Julho Notícias

Veja o Vídeo Abaixo: O ex-deputado federal, Sibá Machado, gravou um vídeo polêmico onde fez um desabafo contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, o Juiz Sérgio Moro e o governador do Acre, Gladson Cameli. Sibá não perdeu a oportunidade de alfinetar o gestor em se tratando do escândalo de corrupção no qual para a Polícia Federal, Cameli é tido como o chefe de uma organização Criminosa que desviou quase R$ 1 bilhão de reais dos cofres públicos do Estado.

Acompanhe nossas Redes Sociais

Twitter: 3 de Julho Notícias

Youtube: 3 de Julho Notícias Vídeos

Página Facebook: 3 de Julho Notíci

Página do Instagram: 3 de Julho Noticias

Veja o Vídeo:

Veja-se no  Twitter 3 de Julho Notícias, seja membro e compartilhe

Veja-se no  Youtube 3 de Julho Notícias Vídeos, seja membro e compartilhe.

Veja-se na  Página Facebook 3 de Julho Notíci, seja membro e compartilhe.

Veja-se na  Página do Instagram 3 de Julho Noticias, seja membro e compartilhe.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Dois Brasileiros que estudam medicina na Bolívia e Paraguai são presos acusados de serem “mulas” de traficantes

Publicados

em

Polícia Civil prendeu dois estudantes de medicina que estudam no exterior são acusados de serem ‘mulas’ do tráfico para entrar em SP com cocaína e skank nas bagagens – Foto: Polícia Civil

Após um ano de investigações, a Polícia Civil prendeu dois brasileiros, estudantes de medicina no Paraguai e na Bolívia, acusados de terem sido contratados como ‘mulas’ por traficantes para levarem drogas desses países a São Paulo.

As prisões de um estudante de 24 anos, em fevereiro, e de uma aluna de 29, na última quarta-feira (11), no Terminal Rodoviário da Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista, confirmaram a existência de um esquema de tráfico internacional de drogas que oferece dinheiro a brasileiros que cursam medicina no exterior.

De acordo com o Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), os brasileiros recebem os entorpecentes nos países vizinhos, depois atravessam a fronteira com o Brasil de ônibus, entrando pelo Mato Grosso (MT) ou Mato Grosso do Sul (MS). E desses estados seguem para São Paulo.

Leia Também:  Governo Bolsonaro monta "operação" para impedir CPI do MEC e evitar desgaste em ano eleitoral no seu governo

Segundo a investigação, no começo do ano, o jovem preso confessou que um traficante paraguaio ofereceu a ele R$ 4 mil para transportar 3kg de cocaína pura dentro de uma mala preta.

O dinheiro seria pago ao aluno de medicina por um traficante brasileiro assim que ele desembarcasse com a droga na rodoviária de São Paulo. Mas ao chegar, ele foi surpreendido por policiais civis da 4ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) do Denarc.

Apesar de confessar o tráfico, crime pelo qual foi indiciado, o rapaz se recusou a dizer os nomes dos traficantes que o aliciaram. A droga que ele transportava foi apreendida.

Maconha sabor limão

Na quarta, a mesma equipe policial prendeu em flagrante a estudante. Segundo os agentes, ela disse informalmente que um traficante boliviano lhe prometeu R$ 5 mil para levar 12 kg de Skank (maconha potencializada) até São Paulo.

A droga estava em 36 embalagens dentro de uma mala rosa. De acordo com o Denarc, o entorpecente apreendido era uma maconha gourmet, nome dado a ervas geneticamente modificadas com sabores.

Leia Também:  Criminosos são presos após aplicar golpes para roubar dinheiro via PIX contra sogra de Policial Militar no no Distrito Federal

No caso dela, havia um aroma de limão. Nota característica da maconha conhecida como Super Lemon Haze (névoa de super limão em tradução livre). A estudante também foi responsabilizada criminalmente por tráfico de drogas. Veja mais no G1 Rio

Super Lemon Haze (névoa de super limão, numa tradução livre do inglês para o português) é uma maconha gourmet que é consumida principalmente por pessoas com alto poder aquisitivo em festas privadas em São Paulo – Foto: Polícia Civil

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

TUDO SOBRE POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA