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Justiça decreta prisão preventiva de suspeitos de integrar quadrilha de estelionatários de Santa Catarina

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Diego, do DG, Angélica, Willian e Fernanda: prisão convertida em preventiva – Foto: Reprodução

Em audiência realizada nesta sexta-feira(13), a juíza Rachel Assad da Cunha, da Central de Audiências de Custódias, converteu a prisão em flagrante para preventiva de Diego Luis Pereyra Ferreira, Angélica de Jesus Albrecht e Willian Teixeira Cichorskdos. Eles são suspeitos de integrar quadrilha de estelionatários de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e foram presos no Rio, na quinta-feira (12).

Em ação promovida pela 14ª DP, do Leblon, os acusados foram presos após denúncia de joalherias do bairro, alegando que pessoas estaria oferecendo joias sem procedência. A prisão revelou um esquema de estelionato virtual envolvendo links de pagamento.

“Trata-se de crime grave, em que os custodiados integravam organização para a prática de diversos crimes e o custodiado William mantinha arma de fogo devidamente municiada. A gravidade da conduta é acentuada, já que os custodiados, associados entre si, praticavam crimes graves pelo território nacional, mantendo grupo de Whatsapp para o acerto da prática das condutas”, escreveu a magistrada em sua decisão.

A magistrada refere-se ao grupo intitulado “Tropa do Arranca”, nome que também aparece no perfil de outro acusado, DG, e no qual eles combinavam os golpes e trocavam dados das vítimas.

“Essa expressão ‘Tropa do arranca’ também dava nome a um grupo de Whatsapp, que constava no celular de um dos integrantes da quadrilha, e em clara referência à atividade da quadrilha. Nesse grupo eram compartilhados dados de terceiros, que seriam empregados nas fraudes”, disse a delegada Camila Lourenço, que esteve na operação junto com a titular da 14ª DP, Daniela Terra, e que prendeu o grupo.

O advogado Fábio Manoel, que representa os quatro suspeitos, diz que a prisão foi ilegal e que pretende entrar com um habeas corpus.

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A suspeita Fernanda Natalina Santos de Lima, que está grávida, se sentiu mal, foi hospitalizada e, por isso, não compareceu à audiência. Veja mais no G1 Rio

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Polícia Federal apreende R$ 930 mil em operação que apura indício de atuação de juízes em esquema de corrupção

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Polícia Federal apreende R$ 930 mil em dinheiro em operação que apura participação de juízes em esquema de corrupção – Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal apreendeu R$ 930 mil em espécie em um escritório de advocacia em São Paulo durante uma operação que combate um esquema de corrupção bilionário, com indícios de participação de advogados, servidores públicos e dois juízes federais. Conforme a Polícia Federal, decisões da Justiça Federal no Ceará beneficiaram “grandes devedores” da União, gerando um prejuízo bilionário entre 2012 e 2016. As informações é do G1 São Paulo

O dinheiro tem “suspeita de origem ilícita”; a Polícia Federal afirma que foi providenciado depósito bancário para que o valor fique à disposição do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife.

De acordo com o titular da Delegacia Regional de Combate à Corrupção, Alan Robson, o diretor do escritório suspeito de envolvimento no esquema era ex-diretor da Justiça Federal e tinha “grande influência” entre juízes.

“Ele era ex-diretor da Justiça Federal. Saiu da Justiça Federal e e foi implantado no escritório de advocacia que tinha uma movimentação atípica. E ele tinha forte influência na Justiça”, afirmou.

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Noventa policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Recife (PE), Dourado (MS), Brasília e em Fortaleza; a capital cearense é cidade onde houve a origem do esquema de corrupção, segundo a PF. Dois juízes federais são suspeitos de envolvimento no crime.

Ainda conforme a Polícia Federal, houve condução ilícita nos processos fiscais de “grandes devedores da União” entre os anos de 2012 e 2016. Empresários devedores atuaram com advogados e juízes e “resultaram em prejuízo bilionário aos cofres da União”.

As investigações foram iniciadas em 2019; desde então, a Polícia Federal encontrou indícios das seguintes irregularidades:

vínculos suspeitos entre magistrados e advogados;

fluxo financeiro suspeito;

falsificação de documentos com simulação de intimações da União, com prejuízo à Fazenda Nacional em benefício de empresários.

Corrupção e lavagem de dinheiro

Caso a operação aponte indícios e provas, os participantes do esquema de corrupção devem responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em caso de condenação, as penas podem chegar a 42 anos de prisão.

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A Polícia Federal informa que as investigações continuam, com análise do material apreendido.

Operação Skiagraphia

A operação realizada nesta sexta foi batizada de “Skiagraphia”. Conforme a corporação policial, o nome da operação remete à técnica de pintura “shadow painting”, em que se busca dar a ilusão de profundidade pelo contraste entre sombra e luz.

“Com isso, os investigados simulavam estar à luz do caminho público, mas na verdade se encontravam às sombras da lei.” 

Noventa policiais federais cumprem mandado de busca e apreensão em operação que investiga esquema de corrupção com indícios de participação de juízes e advogados – Foto: PF/Divulgação

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