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Atitude de bandidos que controlam o tráfico em Manguinhos, no Rio, teriam desagradado cúpula

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Atitude de bandidos que controlam o tráfico em Manguinhos, como torturas, extorsões de comerciantes e assaltos em série, teriam desagradado cúpula – Foto: Reprodução / Redes sociais

Depois de relatos de torturas de moradores gravadas em vídeo e publicadas em redes sociais, extorsões de comerciantes, assaltos em série – apesar de uma determinação da cúpula da facção para que as quadrilhas parassem com os roubos -, a geopolítica do crime no Rio de Janeiro sofreu uma mudança importante.

De acordo com informações de inteligência das polícias Civil e Militar, um grupo de pelo menos quatro carros com homens armados saiu do Complexo da Penha e foi até Manguinhos para uma espécie de intervenção.

As informações que chegaram a investigadores indicam que a intervenção serviu para o traficante Alexander de Jesus Carlos, o Choque, perder o controle de duas regiões: a favela de Manguinhos e o Complexo de São João, ambos na Zona Norte da cidade.

Preso em Bangu 3, Choque havia herdado as áreas de Fábio Pinto dos Santos, o Fabinho São João – que está preso na mesma cadeia no Complexo de Gericinó – mas que insiste em dizer que não tem mais nada a ver com o crime .

Nas ruas, Manguinhos estava sob o comando de Fábio Gonçalves da Silva, o Fabinho Bernard. Houve festa e até queima de fogos na região. “O ritmo do Choque era opressão. Eles estavam agindo como milicianos, cobrando taxa em tudo, trocando o gatonet”, conta um morador que vive na favela há mais de três décadas.

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A intervenção no controle de Manguinhos e do São João foi feita por Wilton Carlos Rabelo Quintanilha, o Abelha, chefe do Comando Vermelho. Escondido na Penha desde que saiu da cadeia irregularmente – havia um mandado de prisão pendente e, mesmo assim, foi solto pela Secretaria de Administração Penitenciária, em julho do ano passado -, ele é hoje a voz mais forte da maior facção do estado nas ruas.

Abelha tem como braço direito hoje um bandido criado na favela de Manguinhos: William Souza Guedes, que tinha o apelido de Chacota e agora é chamado de Corolla.

O criminoso também estaria no “bonde” que chegou em Manguinhos na tarde de ontem para fazer a intervenção. Corolla tem nove mandados de prisão – um deles pela morte do policial militar Daniel Henrique Mariotti, no início de 2019.

Tiros nas mãos

Traficantes de Manguinhos atiram na mão de menina – Foto: Reprodução

Segundo investigações, o clima para a cúpula do Manguinhos começou a ficar ruim depois do episódio do réveillon, quando uma adolescente levou um tiro de fuzil na mão.

Nas redes sociais, circulou a informação de que ela havia sido punida por ter furtado um celular em Copacabana. As investigações da polícia, no entanto, indicam que ela foi baleada por um criminoso após não aceitar os assédios de um traficante da favela.

Dias depois surgiu um vídeo nas redes sociais em que dois moradores recebiam o mesmo castigo. A cúpula da facção não gostou da propaganda bizarra. Pior: os gerentes da favela teriam mentido, dizendo que a gravação não teria ocorrido na região. Foi o estopim para que a cúpula do CV determinasse a intervenção na favela.

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Mortes no Vidigal

Esta foi a segunda intervenção da cúpula da facção em favelas importantes dominadas pela quadrilha em menos de dez dias. Na semana retrasada, bandidos da Rocinha, na Zona Sul, bateram o martelo e executaram pelo menos três homens que controlavam o Morro do Vidigal, na mesma região. A principal vítima era um dos líderes do tráfico da região, Neversino de Jesus Garcia, o Garcia.

Também de acordo com dados de inteligência da polícia fluminense, ele e dois comparsas – Diego Reis Ferreira, o Marcha Lenta, e Robert Fernandes da Silva, o Poodle – teriam sido executados, no último dia 8, por ordem do gerente geral do tráfico da Rocinha, John Wallace da Silva Viana, o Johny Bravo. Nenhum corpo foi encontrado até agora. O caso é investigado pela 11ªDP (Rocinha).

As informações iniciais indicam que o grupo estaria desrespeitando a ordem de proibição de assaltos. Além disso, Garcia vinha reclamando de ser um assalariado na função. Vidigal e Rocinha têm como chefe Rogério Avelino dos Santos, o Rogério 157, preso desde dezembro de 2017, e que cumpre pena no presídio federal de Porto Velho.

Vídeo mostra tiros nas mãos de moradores de Manguinhos – Foto: Reprodução/Redes sociais

Fonte: G1 Rio

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Dois Brasileiros que estudam medicina na Bolívia e Paraguai são presos acusados de serem “mulas” de traficantes

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Polícia Civil prendeu dois estudantes de medicina que estudam no exterior são acusados de serem ‘mulas’ do tráfico para entrar em SP com cocaína e skank nas bagagens – Foto: Polícia Civil

Após um ano de investigações, a Polícia Civil prendeu dois brasileiros, estudantes de medicina no Paraguai e na Bolívia, acusados de terem sido contratados como ‘mulas’ por traficantes para levarem drogas desses países a São Paulo.

As prisões de um estudante de 24 anos, em fevereiro, e de uma aluna de 29, na última quarta-feira (11), no Terminal Rodoviário da Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista, confirmaram a existência de um esquema de tráfico internacional de drogas que oferece dinheiro a brasileiros que cursam medicina no exterior.

De acordo com o Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), os brasileiros recebem os entorpecentes nos países vizinhos, depois atravessam a fronteira com o Brasil de ônibus, entrando pelo Mato Grosso (MT) ou Mato Grosso do Sul (MS). E desses estados seguem para São Paulo.

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Segundo a investigação, no começo do ano, o jovem preso confessou que um traficante paraguaio ofereceu a ele R$ 4 mil para transportar 3kg de cocaína pura dentro de uma mala preta.

O dinheiro seria pago ao aluno de medicina por um traficante brasileiro assim que ele desembarcasse com a droga na rodoviária de São Paulo. Mas ao chegar, ele foi surpreendido por policiais civis da 4ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) do Denarc.

Apesar de confessar o tráfico, crime pelo qual foi indiciado, o rapaz se recusou a dizer os nomes dos traficantes que o aliciaram. A droga que ele transportava foi apreendida.

Maconha sabor limão

Na quarta, a mesma equipe policial prendeu em flagrante a estudante. Segundo os agentes, ela disse informalmente que um traficante boliviano lhe prometeu R$ 5 mil para levar 12 kg de Skank (maconha potencializada) até São Paulo.

A droga estava em 36 embalagens dentro de uma mala rosa. De acordo com o Denarc, o entorpecente apreendido era uma maconha gourmet, nome dado a ervas geneticamente modificadas com sabores.

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No caso dela, havia um aroma de limão. Nota característica da maconha conhecida como Super Lemon Haze (névoa de super limão em tradução livre). A estudante também foi responsabilizada criminalmente por tráfico de drogas. Veja mais no G1 Rio

Super Lemon Haze (névoa de super limão, numa tradução livre do inglês para o português) é uma maconha gourmet que é consumida principalmente por pessoas com alto poder aquisitivo em festas privadas em São Paulo – Foto: Polícia Civil

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