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Desemprego avança: 600 trabalhadores da Caoa Chery são ameaçados de demissão em São Paulo

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O deputado estadual e ex-prefeito de Osasco Emidio de Souza denunciou a falta de política industrial do governo federal e cobrou o esforço do Executivo Estadual para evitar o fechamento da empresa – Foto: Site do PT

A montadora Caoa Chery anunciou que irá interromper a produção de veículos na unidade de Jacareí, município localizado no Vale do Paraíba, no interior paulista. A medida irá provocar a demissão de quase 600 trabalhadores. Com a desativação da unidade, os 370 trabalhadores da produção e metade dos 230 que trabalham no setor administrativo seriam dispensados.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a empresa comunicou durante reunião que vai tirar um modelo Tiggo 3X de linha e importar da China os modelos Arrizo 6 e 6 Pro. Com isso, a unidade seria desativada, mas, ainda segundo a empresa, trata-se de uma ação temporária para adaptar a fábrica, a fim de tornar todos os veículos de sua produção em elétricos.

É urgente uma política industrial mais consistente no estado de São Paulo, sobretudo neste momento em que a economia nacional sofre forte desindustrialização motivada por uma política econômica que pouco se importa com soberania e os interesses nacionais”, afirma o parlamentar, que preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

“A suspensão das atividades tem como objetivo ajustar os processos produtivos da planta para novos modelos com tecnologias híbridas e elétricas, visando a modernização e atualização das linhas de produção”, informou a Caoa Chery. O sindicato disse que esse processo só seria concluído em 2025. Até lá, a unidade não funcionaria.

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O Sindicato convocou assembleia dos trabalhadores da Caoa Chery para esta sexta-feira (6), a partir das 10h, na subsede de Jacareí, para discutir as demissões e a interrupção da produção.

Três anos sem emprego

“A Caoa Chery mente ao dizer que não fechará a fábrica de Jacareí e que esse processo se configura em uma readequação da montadora para a produção de carros elétricos”, reagiu o presidente do sindicato, Weller Gonçalves. “Mas serão três anos sem produzir em Jacareí, ou seja, três anos com a fábrica fechada e com pais e mães de família no olho da rua”, acrescentou.

Os metalúrgicos reivindicaram à empresa que dê licença remunerada neste mês e depois promova o chamado lay-off (suspensão dos contratos de trabalho) de junho a outubro, com mais três meses de estabilidade. De acordo com o sindicato, a Caoa Chery aceitou a proposta de lay-off. Os funcionários da produção já estão em licença desde 21 de março.

“Em 2021, a Caoa Chery bateu recorde de vendas, com 39.746 emplacamentos ao longo do ano. Isso representa um crescimento de 97% na comparação com 2020, enquanto o mercado brasileiro de automóveis cresceu apenas 3% no período”, diz o Sindicato dos Metalúrgicos. “Esse cenário demonstra que a empresa tem plenas condições de manter os empregos e direitos em Jacareí.” Segundo a montadora, a suspensão seria “compensada” por aumento de produção em Anápolis (GO).

Desindustrialização

O deputado estadual e ex-prefeito de Osasco Emidio de Souza (PT) enviou ofício ao governador paulista, Rodrigo Garcia (PSDB), pedindo esforço do Executivo para evitar o fechamento.

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“É urgente uma política industrial mais consistente no estado de São Paulo, sobretudo neste momento em que a economia nacional sofre forte desindustrialização motivada por uma política econômica que pouco se importa com soberania e os interesses nacionais”, afirma o parlamentar, que preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

A fábrica de Jacareí foi inaugurada em 2014. Três anos depois, o grupo Caoa assumiu metade da operação.

Onda de demissões

A desativação da unidade da Caoa Chery em Jacareí vem se somar a uma série de outras medidas drásticas tomadas por montadoras e fábricas no país, que tem demitido ou concedido férias coletivas aos seus trabalhadores, principalmente devido à falta de componentes e insumos básicos para o seu funcionamento.

Foi o que ocorreu recentemente com várias montadoras no país, entre elas a Volks no ABC paulista que deu férias coletivas a 2.500 trabalhadores diante da falta de componentes para a montagem de seus veículos. Antes, no mês de março, a Toyota do Brasil suspendeu a produção por três dias nas cidades paulistas de Sorocaba (SP) e Indaiatuba (SP) devido à falta de insumos, principalmente de semicondutores, que vem afetando a cadeia de suprimentos global.

E no último dia 2 de maio, a TecToy, empresa brasileira de equipamentos eletrônicos de consumo anunciou a demissão de 200 trabalhadores da sua fábrica em Cotia, também em São Paulo, também sob o argumento da falta de componentes para manter a sua produção.

Da Redação, com Rede Brasil Atual

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Discussões: Ministério de Minas e Energia intermedia acordo para suspensão de reajuste da conta de luz

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O texto, de autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE), que tramita na Casa, suspende a decisão da Aneel que autorizou o reajuste da conta de luz – Foto: ABR

Agência Brasil – O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur lira (PP-AL), disse nesta quarta-feira (18) que espera “em um prazo bastante curto” um encaminhamento por parte do Ministério de Minas e Energia de uma proposta viável para redução da tarifa de energia. A declaração foi dada após reunião com o ministro da pasta, Adolfo Sachsida, representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), líderes de partidos e representantes da sociedade civil.

As discussões se concentram na viabilidade do PDL 94/22 (Projeto de Decreto Legislativo de Sustação de Atos Normativos do Poder Executivo). O texto, de autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE), que tramita na Casa, suspende a decisão da Aneel que autorizou o reajuste da conta de luz dos consumidores atendidos pela Enel Distribuição, no Ceará.

“Tivemos uma reunião bastante produtiva, onde o ministro Sachsida saiu daqui com a incumbência de se reunir com as distribuidoras, com a Aneel e com os parlamentares para discutir uma saída equilibrada para que possa, a partir desse momento, ter um encaminhamento de solução para diminuição desse repasse que, apesar de contratual, pode ser minimizado no momento ainda de grande dificuldade com a retirada da bandeira e com incremento desse aumento por das distribuidoras”, ressaltou Lira.

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O presidente da Câmara acrescentou que espera que a solução “venha da sensibilidade da Aneel e das distribuidoras, que fazem das concessões, neste momento do Brasil, um tema de muita discussão”.

A expectativa é de que até o final do dia de hoje o ministro de Minas e Energia traga ao Legislativo novidades sobre as discussões.

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