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Chuvas e cheias que atingem o Pará fizeram o governo decretar situação de emergência em 17 municípios

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Nível dos rios no Pará tem subido após fortes chuvas em regiões em cabeceiras das bacias – Imagem: Marcelo Seabra/ Agência Pará

As chuvas e cheias que atingem cidades do Pará fizeram o governo do estado decretar situação de emergência em 17 municípios das regiões do Araguaia, Carajás, Tapajós, Baixo Amazonas e Lago do Tucuruí. A situação mais grave é a de Marabá, no sudeste do estado, que enfrenta a pior cheia dos últimos 20 anos para um mês de janeiro.

De acordo com boletim da Defesa Civil do município, o rio Tocantins subiu 13 metros às 18 horas. Eram 12 metros e 96 centímetros acima do leito normal durante a manhã. Em anos anteriores, o rio Tocantins começava a subir nos meses de fevereiro e março.

Os municípios de Pau D’Arco, Santana do Araguaia, Tucumã, São João do Araguaia, Bom Jesus do Tocantins, Marabá, São Geraldo do Araguaia, Parauapebas, Aveiro, Rurópolis, Trairão, Novo Progresso, Juriti, Oriximiná, Santarém, Óbidos, Itupiranga estão em situação de emergência segundo decreto publicado pelo governo do Pará no Diário Oficial no último sábado (15), devido às chuvas intensas.

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Oito deles já estavam em situação de emergência. O número total de afetados pelas enchentes chegou a 55.022, sendo 1.368 desabrigados e 14.244 desalojados, de acordo com último balanço da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros do Pará.

Uma força-tarefa da Defesa Civil foi montada no município para início de cadastramento de famílias para atendimento no Programa Recomeçar, do governo estadual, que pretende repassar para cada família em situação de vulnerabilidade um salário mínimo (R$ 1.212,00).

Marabá

Apenas no município de Marabá, já são 3.410 famílias atingidas e 680 delas estão em 18 abrigos públicos; 1.830 foram para casas de parentes, aluguéis ou moradias cedidas, e outras 435 famílias estão ilhadas — parte delas, no segundo piso das casas.

A Defesa Civil municipal divulgou ainda que foram pelo menos 38 pontos de alagamentos na cidade. Para atender os desabrigados, foi acionado o Plano de Contingência Municipal, que prevê a atuação de órgãos como o Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. O Exército já disponibilizou 75 militares e 13 caminhões para transporte dos atingidos. 

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Exército brasileiro ajuda no transporte de pessoas afetadas por alagamentos em Marabá (PA) – Imagem: Paulo Sérgio/ Prefeitura de Marabá (PA)

Fonte: Notícias UOL

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Educafro entra com ação civil contra União por atos e omissões que contribuem com racismo no Brasil

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Manifestantes protestam contra o racismo e a violência contra a população negra em 13 de maio de 2021 – Foto: Taba Benedicto / Estadão Conteúdo

A Fundação Educafro, com sede em São Paulo, ingressou com uma ação civil pública nesta sexta-feira (13) pedindo a condenação da União por atos e omissões que contribuem com o racismo contra a população negra no Brasil.

O pedido foi apresentado na 5ª Vara Cível Federal de São Paulo. A ação argumenta que existe uma falha na prestação de serviço público para a promoção da igualdade racial no país.

Segundo o procurador de Justiça Irapuã Santanna, um grupo de especialistas realizaram diversas pesquisas no âmbito histórico, psicológico e econômico para comprovar que a União executou ações discriminatórias ao longo da história.

“Organizamos um grupo de especialistas que demonstraram a violação histórica dos direitos dos negros, os danos sofridos desde a escravidão, do ponto de vista socioeconômico e psicológico”, afirmou o advogado do grupo e procurador de Justiça, Irapuã Santanna.

“O racismo do país se encontra por ações e omissões através da história, até com a elaboração de leis racistas, que fizeram a gente chegar no estado atual. Não há combate ao racismo, embora toda o sistema diga que precisa fazer”, completou.

A ação pede que a União reconheça todos os prejuízos causados e faça um pedido de desculpas formal. E reforça a criação de um “Fundo Especial e Permanente de Combate ao Racismo e Emancipação da População Negra, de âmbito nacional, cujos recursos captados devem ser aplicados exclusivamente nas ações, programas, projetos e atividades voltados à política de promoção da igualdade racial”. Fonte: G1 São Paulo

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