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Estudante é barrada em escola militar de São Sebastião do Passé devido ao cabelo crespo: “precisa alisar”

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“‘Seu cabelo está inchado, você vai precisar alisá-lo ainda mais'”, contou uma adolescente ao relatar as declarações de um inspetor de um colégio militar na Bahia – Foto: Reprodução TV Bahia

Brasil 247 – Uma aluna do colégio militar de São Sebastião do Passé (BA) disse ter sofrido injúria racial ao ser impedida de entrar na escola por um inspetor. O motivo foi o cabelo crespo. O episódio aconteceu no dia 21 de março.

Em entrevista junto à mãe à TV Bahia, afiliada da TV Globo, Monique Tavares, 13 anos, afirmou que tem o costume de prender o cabelo volumoso em um coque e envolvê-lo em uma rede, para ficar de acordo com as regras de vestimenta do Colégio Municipal Doutor João Paim. Mas, naquele dia, ela se esqueceu de colocar o acessório quando foi para a escola e, por consequência, foi barrada no colégio.

“Eu cheguei lá na escola com os alunos, como todo mundo lá na frente. Quando um dos inspetores passou na minha frente e disse: ‘Aluna, você não está adequada para este colégio. Seu cabelo está inchado, você vai precisar alisá-lo ainda mais'”, contou a jovem.

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Mãe da adolescente, Jaciara Tavares disse que a filha teve descuido, mas foi vítima de racismo. A mãe foi ao colégio conversar diretamente com o inspetor envolvido no incidente, mas não se convenceu da decisão dele.

“Ao conversar com ele, ele relatou também que é negro. E realmente é. Mas, infelizmente nos dias de hoje, a gente sofre racismo de pessoas da mesma cor que a nossa. Por não se aceitarem nesse tom de pele, querem às vezes expandir a raiva para cima de outras pessoas. É triste ver um negro falando mal de outro negro”, relatou.

A mãe disse estar chocada com a ocorrência, especialmente pela humilhação sofrida pela filha. “Eu sei que está difícil para ela, e também para mim, por mais que a gente brinque com isso. Eu nunca imaginei na minha vida que minha filha fosse passar por uma situação como essa”.

Em nota, o Colégio Municipal Doutor João Paim alegou que a norma para vestimenta é de conhecimento de todas as famílias e alunos antes da matrícula. Toda a comunidade escolar recebe cartilhas e cópias do regimento interno, acrescentou a instituição.

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Ainda não há informações a respeito de medidas da escola em relação ao comportamento do inspetor que impediu a entrada de Monique.

Racismo x injúria racial

A Lei de Racismo, de 1989, engloba “os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. 

O autor de crime de racismo pode ter uma punição de 1 a 5 anos de prisão. É crime inafiançável e sem prescrição. 

A injúria racial consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem, para atacar a dignidade de alguém de forma individual. Um exemplo de injúria racial é xingar um negro de forma pejorativa.

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Estudante do Rio de Janeiro é premiado na maior feira científica do mundo: “Feliz demais com essa conquista”

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Vinícius de Moraes ficou com o 4º lugar na categoria ‘Energia: materiais sustentáveis e design’ – Foto: Arquivo pessoal

O estudante carioca Vinícius de Moraes foi um dos vencedores da Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior feira científica do mundo, que na edição de 2022 aconteceu em Atlanta, nos Estados Unidos. As informações é do G1 Rio

A entrega da premiação ocorreu nesta sexta-feira (13), quando Vinícius recebeu sua medalha pelo 4º lugar na categoria ‘Energia: materiais sustentáveis e design’.

Morador de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Vinícius foi o único carioca entre os 1,5 mil jovens de 70 países que chegaram a fase final da feira de ciências.

“Esse prêmio não é meu. É do Brasil. Estou feliz demais com essa conquista. O caminho é muito árduo, até conseguir chegar aqui. Sou muito grato por estar atuando na linha de frente e me dá muito orgulho ver que, aqui na ISEF, jovens estão desenvolvendo ideias que certamente farão diferença no nosso futuro.”, comentou o estudante.

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“É incrível a sensação de estar em contato com pessoas de mais de 70 países, ver o meu projeto fazendo parte de um time de transformadores da ciência global e ainda ser premiado.” completou Vinícius.

Alternativas ecologicamente corretas

Estudante carioca de 18 anos se classifica para maior feira científica internacional do mundo, nos EUA – Foto: Arquivo pessoal

Aluno do 3° ano do ensino médio no colégio Matriz Educação, Vinícius apresentou um projeto de alternativa sustentável para diminuir o uso de pilhas e baterias descartáveis: o “Seebeck-watch”.

O garoto desenvolveu um sistema com filmes finos termoelétricos que aproveita a diferença de temperatura entre o pulso humano e o meio externo, gerando tensão elétrica para alimentar relógios de pulso.

O projeto desenvolvido pelo aluno foi um dos 9 selecionados, entre 420 concorrentes, na Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a maior feira científica da América Latina. Os classificados foram escolhidos para representar o Brasil na ISEF.

Os 420 projetos já haviam sido selecionados em um total de 4.327 trabalhos de estudantes de diferentes lugares da América Latina.

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Para o professor Michael Douglas, responsável pelos projetos científicos do Matriz Educação, a dedicação do estudante foi determinante para conseguir chegar tão longe.

“A gente sempre busca trabalhar no desenvolvimento de projetos algumas características que são importantes para o sucesso deles. Por exemplo, a empatia, que é um sentimento muito presente quando tentamos resolver problemas para a sociedade. Buscamos também exercitar muito a inteligência emocional, já que eles passam por diversas avaliações, com critérios diferentes”, explicou.

Vinícius e o professor Michael Douglas, responsável pelos projetos científicos do Matriz Educação – Foto: Arquivo pessoal
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