RIO DE JANEIRO

Educação

Escolas privadas brasileiras perderam cerca de um milhão de alunos desde o início da pandemia

Publicados

Educação

Retração afetou principalmente a educação infantil, que registrou uma queda de 600 mil matrículas – Foto: Amanda Perobelli / Reuters

 As escolas privadas brasileiras perderam cerca de um milhão de alunos desde o início da pandemia de Covid-19. O número corresponde ao fechamento de quase 10% nas matrículas, de acordo com o jornal O Globo. Ainda segundo a reportagem, a queda foi maior junto ao segmento da educação infantil, que registrou uma queda de 600 mil matrículas, sendo 298 mil em creches e 308 mil na pré-escola, uma retração de 21% e 25%, respectivamente.

De acordo com especialistas ouvidos pelo periódico,” a educação infantil é uma etapa escolar que muito dificilmente pode ser adaptada para o ensino remoto, já que crianças muito pequenas têm pouca ou nenhuma autonomia para estudarem sem acompanhamento especializado”. 

O presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, Bruno Eizerik , ressalta que muitas escolas privadas encerraram suas atividades em meio à crise resultante da pandemia e a demanda provocada pelo retorno das aulas presenciais não foi acompanhada pelo setor. “As que conseguiram manter as portas abertas estão recusando alunos por falta de vagas”, disse Eizerik.

Leia Também:  Não é só no Brasil: PSG terá seis desfalques em massa provocados pelas Eliminatórias

A diretora do Centro de Políticas Educacionais da FGV-RJ e ex-secretária municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin, observa que o problema também afetou a rede pública, que não estava preparada para receber os estudantes oriundos da rede privada.

“Nesse ano, quando essas crianças chegaram no 1º ano do fundamental, essas famílias procuraram a rede pública, que, em alguns casos, foram pegas com um planejamento subdimensionado. Em São Paulo, por exemplo, faltou vaga porque ninguém tinha calculado essas crianças”, afirmou. 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Educação

Estudante do Rio de Janeiro é premiado na maior feira científica do mundo: “Feliz demais com essa conquista”

Publicados

em

Vinícius de Moraes ficou com o 4º lugar na categoria ‘Energia: materiais sustentáveis e design’ – Foto: Arquivo pessoal

O estudante carioca Vinícius de Moraes foi um dos vencedores da Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior feira científica do mundo, que na edição de 2022 aconteceu em Atlanta, nos Estados Unidos. As informações é do G1 Rio

A entrega da premiação ocorreu nesta sexta-feira (13), quando Vinícius recebeu sua medalha pelo 4º lugar na categoria ‘Energia: materiais sustentáveis e design’.

Morador de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Vinícius foi o único carioca entre os 1,5 mil jovens de 70 países que chegaram a fase final da feira de ciências.

“Esse prêmio não é meu. É do Brasil. Estou feliz demais com essa conquista. O caminho é muito árduo, até conseguir chegar aqui. Sou muito grato por estar atuando na linha de frente e me dá muito orgulho ver que, aqui na ISEF, jovens estão desenvolvendo ideias que certamente farão diferença no nosso futuro.”, comentou o estudante.

Leia Também:  Vídeo: Por causa de Bolsonaro, cerca de 79 mil famílias vão ficar sem renda, somente no Acre, diz Deputado Leo de Brito

“É incrível a sensação de estar em contato com pessoas de mais de 70 países, ver o meu projeto fazendo parte de um time de transformadores da ciência global e ainda ser premiado.” completou Vinícius.

Alternativas ecologicamente corretas

Estudante carioca de 18 anos se classifica para maior feira científica internacional do mundo, nos EUA – Foto: Arquivo pessoal

Aluno do 3° ano do ensino médio no colégio Matriz Educação, Vinícius apresentou um projeto de alternativa sustentável para diminuir o uso de pilhas e baterias descartáveis: o “Seebeck-watch”.

O garoto desenvolveu um sistema com filmes finos termoelétricos que aproveita a diferença de temperatura entre o pulso humano e o meio externo, gerando tensão elétrica para alimentar relógios de pulso.

O projeto desenvolvido pelo aluno foi um dos 9 selecionados, entre 420 concorrentes, na Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a maior feira científica da América Latina. Os classificados foram escolhidos para representar o Brasil na ISEF.

Os 420 projetos já haviam sido selecionados em um total de 4.327 trabalhos de estudantes de diferentes lugares da América Latina.

Leia Também:  Volta às aulas no Rio de Janeiro: o que se sabe sobre o ensino na rede pública com o avanço da ômicron

Para o professor Michael Douglas, responsável pelos projetos científicos do Matriz Educação, a dedicação do estudante foi determinante para conseguir chegar tão longe.

“A gente sempre busca trabalhar no desenvolvimento de projetos algumas características que são importantes para o sucesso deles. Por exemplo, a empatia, que é um sentimento muito presente quando tentamos resolver problemas para a sociedade. Buscamos também exercitar muito a inteligência emocional, já que eles passam por diversas avaliações, com critérios diferentes”, explicou.

Vinícius e o professor Michael Douglas, responsável pelos projetos científicos do Matriz Educação – Foto: Arquivo pessoal
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

TUDO SOBRE POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA