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Haddad elogia apoio de França a Lula, mas diz que tendência é para candidatura dupla em São Paulo

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PSB e PT negociam possível união de candidaturas ao governo do estado, mas tanto Márcio França quanto Fernando Haddad já afirmaram que ambos devem concorrer –  Foto: Luciano Claudio / / Código 19 / Estadão Conteúdo

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que a tendência é que tanto ele quando Márcio França mantenham suas pré-candidaturas ao governo de São Paulo nas eleições deste ano.

PT e PSB tentam costurar uma candidatura única para o estado, no contexto da aliança nacional que escolheu Geraldo Alckmin (PSB) como vice na chapa Lula (PT) à Presidência da República. No entanto, tanto Haddad quanto França já sinalizaram que não abrirão mão da disputa pelo cargo.

“A tendência é de manutenção das duas candidaturas. Estamos desde de agosto tentando negociar, e há todo um bastidor em torno dessa questão. Eu respeito muito a candidatura do Márcio, nunca coloquei essa questão da retirada da candidatura dele. Do campo de vista simbólico, seria um luxo todo o campo progressista alinhado em torno de uma candidatura só”, afirmou Haddad.

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A declaração foi dada durante sabatina realizada pelo portal UOL e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Para Haddad, no entanto, o apoio do PSB ao PT em âmbito nacional é mais relevante que uma possível união de candidaturas no estado.

“O mais importante para mim é o fato de o Márcio estar apoiando o Lula. É uma coisa muito significativa e pouco valorizada. Desde 2010 o PSB e o PT não caminham juntos na eleição presidencial. São 12 anos. O Márcio não me apoiou nem no segundo turno em 2018 e hoje está apoiando o Lula no primeiro turno. Isso deve ser celebrado. Se houver entendimento, bem, mas eu não vejo nenhuma dificuldade de fazer uma campanha de alto nível com a presença do Márcio.”

Segundo a última pesquisa eleitoral realizada pelo Datafolha em abril, Haddad possui 29% das intenções de voto, seguido por França, com 20%.

Câmeras em uniformes da PM

Ao contrário de França, Haddad afirmou ser favorável ao modelo adotado no estado de São Paulo de instalação de câmeras em uniformes de policiais militares com gravação ininterrupta.

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“Na primeira vez que os candidatos foram perguntados sobre a câmera no uniforme, eu fui o único que defendeu. Não sendo do governo, sendo oposição ao governo [Doria]. É uma das poucas coisas boas que eles fizeram no governo do estado, então tem que manter. Mas isso é um detalhe dentro de toda a reforma que tem que ser feita”, disse Haddad.

O ex-prefeito também defendeu a criação de um programa de metas para melhorar os indicadores de criminalidade no estado.

“Eu vou fazer um plano de metas que vai considerar os crimes mais graves, que mais afetam a população. Vou botar o número de crimes cometidos no ano anterior e vamos fixar metas de redução de criminalidade. Vamos ter meta também de resolução de crimes. Precisamos reduzir e punir os responsáveis. E vou associar esse plano de metas a um plano de valorização do trabalhador em segurança pública. Valorização significa: carreira, com melhores remunerações, formação do profissional e investimento em inteligência e tecnologia.” Do G1 São Paulo

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Uma pessoa morreu de frio enquanto a Prefeitura de São Paulo comemora ter R$ 30 bilhões em caixa

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“Há algo de errado quando economizar vale mais que salvar vidas”, postou Guilherme Boulos nas redes sociais – Reprodução / Facebook

Brasil 247 – O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)  e candidato a deputado federal, Guilherme Boulos (PSOL-SP), usou o Twitter para questionar a sobra de caixa de R$ 30 bilhões anunciada pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), enquanto a população de rua sofre com os efeitos do frio na capital paulista, que já levou uma pessoa à morte.

“Uma pessoa morreu de frio na porta de um abrigo da Prefeitura de SP. Enquanto isso, a prefeitura comemora que tem R$ 30 bilhões em caixa, valor recorde. Há algo de errado quando economizar vale mais que salvar vidas…”, postou Boulos no Twitter. 

A postagem faz referência à morte de Isaías de Faria, de 66 anos, que faleceu no centro comunitário São Martinho de Lima, na zona leste de São Paulo, na manhã da quarta-feira, 17.

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Segundo o presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua, Robson Mendonça, Isaías Isaías havia dormido na rua, próximo ao núcleo de convivência. Durante a madrugada a temperatura média chegou a 7º, mas as rajadas de vento fizeram a sensação térmica chegar a 0º.

Veja a postagem de Guilherme Boulos.

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