Cultura

Junho início de comemoração: Manifestações culturais ganham espaço em festas juninas no Nordeste

Publicados

Cultura

Festas ocorrem após suspensão de dois anos por causa da pandemia – Foto: Reprodução

Agência Brasil – Junho chegou dando início ao período de comemoração das festas juninas. Muita fé, alegria e diversão tomam contas dos arraiais. As bandeiras coloridas, barracas de palha, fogos de artifício, camisas xadrez, chapéus de palha ou de couro e comidas típicas ajudam a compor o cenário.

Em todos os cantos, diferentes manifestações culturais ganham espaço nos terreiros. Neste ano, a festa ganha um apelo maior, pois é realizada após dois anos de paralisação por causa da pandemia de covid-19. 

No Nordeste, os festejos juninos compreendem os dias de Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29) e exaltam a identidade da região. As celebrações são embaladas por forrós, quadrilhas, grupos de coco, tambor de crioula e batalhões de bumba-meu-boi.

Entre as festas mais populares se destacam as de São Luís (MA), Caruaru (PE), Campina Grande (PB), os principais destinos para turistas e amantes dos festejos juninos. Além destes, há muita comemoração na Bahia, no Ceará, em Alagoas, e nos demais estados da região.

É importante lembrar que, em razão da pandemia, muitos organizadores criaram espaços para aplicação da vacina contra a covid-19. Em outros locais, será cobrada a apresentação de comprovante de vacinação para  participar.

Maranhão

No Maranhão, as festas começaram na última sexta-feira (27) e devem durar até 60 dias, com mais de 500 atrações, incluindo apresentações nos meses de junho e julho em mais de 70 arraiais no estado.

A figura central da festa é o boi-bumbá, que este ano volta devidamente vacinado. Dividido em diversos sotaques – como são chamados dos estilos de tocar – entre eles, os da baixada, matraca, zabumba, costa-de-mão e orquestra, o boi já chega urrando e com bastante vontade de dançar pelos terreiros aos som de matracas, pandeirões, zabumbas, tambores onça, instrumentos de sopro e maracás.

No enredo, Pai Francisco, que trabalha em um fazenda, mata o boi preferido do patrão, para atender a um pedido de sua esposa. Grávida, Catirina deseja comer a língua do boi. Como bom companheiro, Francisco mata o boi e arranca sua língua para atender ao pedido de Catirina. 

Após o sumiço do animal, o patrão indaga a Francisco sobre o que aconteceu e descobre o destino de seu boi preferido. Ele ameaça, e cobra Francisco para que lhe devolva o animal vivo. Em resumo: pajés e índios curandeiros são convocados e, através de cantorias e danças, trazem o boi novamente à vida.

Festa com intenso sincretismo religioso, o São João, no Maranhão, liga a devoção aos santos Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal com os cultos religiosos afro-brasileiros no estado, como o Tambor de Mina e o Terecô. É a celebração de uma cultura ancestral que, além de entretenimento, constitui um elo de grande ligação espiritual entre os santos e devotos. 

Entre os grupos de destaque, estão os bois de Leonardo, da Floresta, de Axixá, de Santa Fé, da Madre Deus, da Fé em Deus, de Pindaré, da Maioba, de Maracanã, da Ribamar, de Morros, da Pindoba, de Iguaíba, Upaon Açu. Guimarães, entre outros. Mas não é só, a festa também conta a apresentação de grupos de tambor de crioula, cacuriá, dança do coco, quadrilhas, dança portuguesa, entre outras atrações. 

Na Grande São Luís, serão mais de 20 arraiais oficiais que vão receber atrações juninas. Segundo o governo, a programação oficial, deve ocorrer entre 2 a 31 de julho, de quinta-feira a domingo, para a maioria dos arraiais.

O governo anunciou um investimento de R$ 25 milhões na festa. A expectativa é que gere um lucro de R$ 100 milhões. 

Pernambuco

Em Caruaru, cidade situada no Agreste pernambucano, as festas começam dia 4 de junho e prosseguem até o dia 2 de julho. Batizada de São João do Reencontro, a festa terá 24 polos, distribuídos pelo município  pernambucano, e vai contar com diversas atrações, como quadrilhas, grupos de forró e shows de Elba Ramalho, Alceu Valença, Orquestra de Pífanos de Caruaru e Maestro Mozart Vieira, Azulão e Fulô de Mandacaru, Wesley Safadão, Calcinha Preta, João Gomes, Dorigival Dantas, Nattan e Zé Vaqueiro.

Leia Também:  Zagueiro Luan comemora atuação em seu retorno ao Palmeiras e deixa lesão para trás: 'Página virada'

O governo estima o investimento de R$ 250 milhões ao longo do mês. 

Apesar da animação com o retorno da festa de São João, a alegria divide espaço com a consternação e solidariedade com as pessoas afetadas pelas fortes chuvas que atingiram a região do Grande Recife e outros municípios do estado, que vitimaram mais de 120 pessoas. 

Em Recife, a prefeitura suspendeu as festas de São João por causa da catástrofe. As chuvas também levaram à suspensão ou cancelamento das festas juninas em outros municípios pernambucanos, como Paulista, Paudalho, Vivência e Araçoiaba. 

Como forma de ajudar às vítimas, a Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru informou que vai montar pontos de arrecadação de doações nos polos das festas. 

Paraíba

Em Campina Grande, os festejos juninos terão 31 dias, realizados entre os dias 10 de junho e 10 de julho. A festa vai homenageia o cantor Genival Lacerda, que morreu em decorrência da covid-19, no início de 2021.

Uma estrutura foi montada para receber os visitantes, chamada de Parque do Povo. Ela terá, de um lado, um palco principal centralizado, com espaço para camarotes e com entrada paga. Na outra ponta, fica a cidade cenográfica, com uma réplica da Catedral de Nossa Senhora da Conceição, um espaço para crianças, duas palhoças para as apresentações dos trios de forró e as barracas e restaurantes..

Entre as atrações, estão confirmados shows de Juliette, Elba Ramalho,  Assisão, Israel e Rodolfo, Dorgival Dantas, Santanna, Xand Avião, Flávio José e Wesley Safadão, que vai tocar no encerramento. A cantora Elba Ramalho, como já é tradição, vai se apresentar no dia 23 de junho, véspera de São João. A expectativa da prefeitura é que a festa movimente cerca de R$ 300 milhões na economia de Campina Grande. 

Na capital João Pessoa, será realizado o São João Multicultural, no período de 12 a 24 de junho. A programação começa com a abertura do Festival de Quadrilhas, no dia 12. Também haverá shows de artistas como Elba Ramalho, Ranniery Gomes, Bell Marques, Luka Bass, Berinho Lima, e de grupos como Banda Encantus, Swing Nordestino, Forró Caçuá e Brasas do Forró.

Ceará

No Ceará, o movimento maior é o dos festivais de quadrilhas juninas, com destaque para a festa no município de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza e o São João de Mossoró. 

Em Maracanaú, o São João reúne apresentações de quadrilhas, no Quadrilhódromo e shows. Este ano, a abertura da festa foi nesta sexta-feira, com apresentações até o dia 19 de junho. O local é a Cidade Cenográfica montada como palco das apresentações, com arena de shows com capacidade para 100 mil pessoas. 

Entre as atrações estão Wesley Safadão, Xand Avião, Mari Fernandez, Felipe Amorim, Nattan, Zé Vaqueiro, Zé Cantor, Eric Land, Eliane, Beto Barbosa, Raça Negra, Lorim Vaqueiro, Isabela Serpa, John Modão, Ciro Lima, Caninana, Zé Airton & Wesley, Preto Jóia, Janaina Alves, Raíssa, Lagosta Bronzeada, Hannah, Bate o Pé e Caio Brito. A prefeitura informou que o evento tem previsão de receber mais de 1,2 milhão de pessoas 

Em Fortaleza, a prefeitura organizou o Arraiá da Juventude 2022, com mostra competitiva de quadrilhas. O evento será entre os dias 18 de junho e 16 de julho, aos sábados, nos espaços da Rede Cuca.

A mostra competitiva contará com 30 quadrilhas, sendo 20 na categoria adulta e 10 na infantil. Além das quadrilhas, o evento também terá a apresentação de grupos regionais de dança e música, feira de atividades recreativas e gastronômica, com comidas típicas.

Em Mossoró, a prefeitura realiza o evento Mossoró Cidade Junina 2022, que começa no sábado (4) e permanece até o dia 25 de junho. A festa tem início com o tradicional Pingo da Mei Dia, que leva multidão ao Corredor Cultural, na avenida Rio Branco. No encerramento, a festa fica por conta do evento Boca da Noite.

Além de shows de artistas como Alceu Valença, Dorgival, Wesley Safadão, Xade Avião, de grupo como Cavaleiros do Forró, a festa na cidade também inclui um Festival Independente de Quadrilhas Juninas.

Leia Também:  Veja qual ator do Batman faturou mais nas bilheterias. Herói foi retratado por todos os tipos de estrelas ao longo dos anos

O festival reunirá mais de 90 apresentações, de várias cidades do Ceará e até de outros estados, que se apresentam em uma arena especialmente montada para recebê-las. Entre as cidades participantes estão São Paulo do Potengi, Guamaré, Pedro Velho, Angicos, Monte Alegre, Natal, São Miguel, Assú, Caucaia, Baraúna, Brejinho, Areia Branca, Encanto, Felipe Guerra, Parnamirim, Barcelona, Mossoró, Fortaleza, Recife, Juazeiro, Itatira, Jaguaribe, Limoeiro, Tabuleiro do Norte, Campina Grande, João Pessoa, Maracanaú, Canindé, Russas e Maceió.

Alagoas

Em Alagoas, apesar das fortes chuvas que atingiram a região de Maceió, a prefeitura disse que vai manter a programação de São João. O Ministério Público do Estado (MP-AL) chegou a recomendar a suspensão dos festejos, depois que o município decretou situação de emergência por causa dos estragos causados pelas chuvas. Mas a prefeitura disse que a manutenção das festas não vai comprometer as ações voltadas para as pessoas afetadas pelas chuvas. 

“A realização das festividades juninas não comprometerá, de forma alguma, iniciativas nem orçamentos provisionados para atendimento a situações que se imponham. Na verdade, contribuirá para aquecer a economia da cidade, com expectativa de movimentar cerca de R$ 100 milhões”, diz o comunicado divulgado na quinta-feira (2) pela prefeitura.

Em Maceió, as festas estão marcadas para começar no dia 15 de junho, até o final do mês. A programação na capital alagoana tem confirmados shows de Xand Avião, Luan Santana, Elba Ramalho, Safadão, Thiaguinho, Alok, Bruno e Marrone e Gusttavo Lima

A prefeitura informou que a manutenção das festas vai gerar emprego, renda e impulsionar a retomada da economia, em especial dos ambulantes e do setor de serviços e turismo.

Segundo o comunicado, como contrapartida social à realização das festividades será realizada a campanha Massayó Solidário, com o objetivo de arrecadar alimentos, agasalhos e roupas para os desabrigados não só de Maceió, mas de outras cidades alagoanas.

O governo do estado decidiu adiar para o domingo (4) o início dos festejos, previstos inicialmente para começar em 1º de junho. Mesmo assim, alguns municípios anunciaram o cancelamento das festas juninas, entre eles Arapiraca, Feliz Deserto, Rio Largo e São Miguel dos Campos.

Na Bahia, cerca de 1,5 milhão de pessoas são esperadas para as festas por todo o estado. A expectativa é grande também para os comerciantes que vendem produtos juninos. A Secretaria de Turismo da Bahia e Bahiatursa calculam movimento de mais de R$ 1 bilhão.

Em Salvador, a programação da festa de São João começa no dia 23 de junho, véspera do dia do santo, até o dia 30. O evento terá lugar no Parque de Exposições e vai contar com shows de Fagner, Elba Ramalho,  Geraldo Azevedo, Bruno e Marrone, Amado Batista, Jorge e Mateus, Dorgival Dantas, Falamansa, Pablo,  João Gomes, Limão com Mel, Zé Felipe, Seu Maxixe e Filomena. No dia 26, Bell Marques, Israel e Rodolfo, Mano Valter , Jonas Esticado e Estakazero, entre outros.

Outro destaque é o município de Valença, a 120 km de Salvador, onde a festa será realizada no período de 24 a 26 de junho. Serão mais de 10 atrações na cidade, entre elas as bandas Falamansa, Cavalo de Pau, Limão com Mel e Peruano.

Sergipe

Em Sergipe, as festas se concentram na capital, Aracaju, onde ocorre o São João na Praça. O evento, que começou no dia 31 de maio, prossegue até 23 de junho com mais de 40 atrações, incluindo artistas locais, trios pé de serra, quadrilhas, grupos de cultura popular, além de barracas de comidas típicas.

Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, os festejos juninos começaram em Natal, nesta sexta-feira (3) e vão até 26 de junho. Na programação, há música local, forró, quadrilhas juninas, arraiais de rua e festival gastronômico. A abertura da festa contou com a apresentação de Lia de Itamaracá, com os convidados Carlinhos Zens e Zé Hilton.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Defensores da cultura brasileira exigem recriação de ministério, políticas de fomento e mais acesso da população

Publicados

em

Debate aponta medidas urgentes para a “reconstrução” do setor, com a esperada mudança de governo a partir de 2023 – Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Rede Brasil Atual – Alvo da fúria do atual governo, a cultura brasileira, assim como outras áreas, terá um trabalhoso processo de reconstrução caso se confirme a mudança de governo a partir de 2023. Ex-ministros e pessoas atuantes no setor apontam como medidas urgentes a recriação do Ministério da Cultura, a elaboração de novas políticas de fomento e políticas que garantam oportunidade de formação – repetiu-se o termo “escola de cultura” – e acesso para garantir acesso da população.

Dificuldades, erros de outras gestões e sugestões para o próximo período foram discutidos em seminário virtual, promovido ontem (15), pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), como parte dos preparativos para sua 74ª reunião anual, de 24 a 30 de julho. A série de seminários tem como tema justamente “Projeto para um Brasil novo”.

Cultura e sociedade

“Não se separa cultura da sociedade. Pelo contrário, cultura emana da sociedade”, afirma o presidente da SBPC, o filósofo e professor Renato Janine Ribeiro, que coordenou o debate de ontem, transmitido pelo YouTube. Participaram os ex-ministros Ana de Hollanda (governo Dilma) e Juca Ferreira (Lula e Dilma), o diretor do Sesc em São Paulo, Danilo Miranda, e o pesquisador Paulo Linhares, criador do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, e professor do Instituto de Cultura e Artes da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Chamado por Janine de “secretário informal da Cultura”, Danilo Miranda afirmou a ação cultural pública como “modeladora”, no sentido de discutir ideias e valores. “A gente tem muita esperança que seja o momento da reversão, da mudança”, disse o diretor do Sesc, para quem um “começo de conversa” incluiria a recriação do ministério e a garantia de um mínimo de 1% do PIB para o setor, conforme recomendação da Unesco, o Fundo das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. “A grande questão é a ideia do fomento”, acrescentou.

Leia Também:  Veja qual ator do Batman faturou mais nas bilheterias. Herói foi retratado por todos os tipos de estrelas ao longo dos anos

Contra a desigualdade

Danilo Miranda acredita que a cultura pode ajudar no combate ao que ele considera “maior chaga” do país, a desigualdade. “Social, econômica, cultural. Tem nome e sobrenome, tem origem e tem consequência.” A origem, segundo ele, está na cor, e nesse sentido a política de cotas tem que ser vista como “intocável”. O diretor aponta outros problemas, como a apropriação do público pelo privado. E defende a criação do que chama de PIP: Partido do Interesse Público.

Mas a tarefa não será fácil, prevê, apontando empecilhos dos atuais detentores do poder. Inclusive com a sucessão de “minigolpinhos, que no fundo vão preparando uma coisa mais terrível, mais perigosa, na frente”. Em sua página no Facebook, Danilo Miranda apresentou uma Carta de Princípios Culturais.

Desmonte e censura

“Estamos todos vivendo nessa agonia do que poderá acontecer”, diz Ana de Hollanda, também cantora e compositora. “(Estamos) Nos preparando para um governo novo, que não poderá ser mais o que foi nos anos do PT. Principalmente porque houve um desmonte. A rapidez com que eles conseguiram desmontar todas as áreas… (…) Um novo governo vai ter que respeitar todas as culturas, seja a mais pop, a cultura que existe nas ruas. (…) .Vamos ter que destruir a censura que estamos vivendo, o dirigismo desse governo.” A política cultural precisa ser discutida com os estados, não pode vir de cima para baixo, acrescenta.

Juca Ferreira vê o “golpismo” como doença crônica que impede a consolidação do Brasil como nação. “A gente recupera o processo democrático e já começam a conspirar, volta tudo à estaca zero, as políticas publicas, as conquistas sociais regridem. Isso atrasa o Brasil. (…) Essa nova geração da extrema direita tem uma visão muito mais retrógrada no sentido de declarar guerra à cultura. Nós não vamos ter sossego no Brasil durante algum tempo. A gente não pode, a cada interrupção da democracia, retornar à estaca zero. Não nos deixam consolidar democracia,, construir soberania. O Brasil parece um carro que atolou num lamaçal.”

Leia Também:  Liesa volta a vender ingressos de frisas para o Grupo Especial e Desfile das Campeãs no Rio

Singular e plural

Assim, para ele, o papel do Estado é criar o melhor ambiente possível para o desenvolvimento de atividades culturais. Sem “dirigismo” e sem “ausentismo”, como ele definiu. “A prioridade na cultura é singular e é plural. A gente não pode escolher o teatro, o cinema, a dança, a cultura popular, a cultura erudita. O segredo é não deixar nada de fora”, diz Juca. Um desafio é ressaltar a diversidade e ao mesmo tempo reforçar o que é comum, garantindo assim um “pertencimento de nação”.

Linhares se mostrou otimista, “embora muito assustado com o que nós vamos ter que enfrentar”. E em um país muito mais desigual, onde o pensamento de direita avança “mesmo nas populações que mais precisam do conhecimento”. Além da recriação do Ministério da Cultura, aponta, é preciso repensar um sistema de financiamento federal da cultura. “Esse sistema, no Brasil, ainda é muito desigual, estimula desigualdade”, avalia.

Além disso, as políticas precisam ser “racializadas”, conforme expressão que ele usou no debate. “Não dá para pensar em políticas sem pensar nessa questão do negro”, defende, propondo mais investimento em formação e criação, a partir, por exemplo, de um fundo federal de cultura. “Não é só com renda que essa população vai ter mobilidade social, com capital cultural.” 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

TUDO SOBRE POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA